sábado, 27 de julho de 2013

Edivaldo não se perca na Escócia!


Obra cênica do Projeto Achados & Perdidos se despede de Edivaldo Batista no dia 28 de julho (domingo), 19h, na sede Aldeia Expressões (R. Barão de Aratanha, 605, Centro. Próximo à Av. Domingos Olímpio: migre.me/fByv7). Talvez ele se perca em Edimburgo, na Escócia. Participe dessa experiência. Capacidade para 30 pessoas. Não haverá reservas. Entrada por ordem de chegada. Gratuito.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Uma casa pra chamar de nossa


Depois do EDITAL PÚBLICO - SEU LAR É UM CENTRO CULTURAL, lançado pelo Projeto Achados & Perdidos na última semana, diversas pessoas se inscreveram interessadas em transformarem suas residências em centros culturais por um dia, recebendo intervenções. 

O edital surgiu diante do descaso do poder público com a cultura, sobretudo com a escassez dos espaços públicos para apresentações. Com isso, aproveitamos os nossos tensionamentos estéticos/temáticos e convidamos as pessoas de Fortaleza para dividirem memórias conosco em suas próprias casas. 

A primeira edição do "Projeto Achados & Perdidos Por Aí" contará com desdobramentos de cenas e vídeos que não entraram na nossa primeira temporada. A casa que vai receber nossas ações neste sexta-feira, dia 26/07, é o lar do assistente social Pedro Vicente. Sua morada se chama "Ilê Dandara" e fica à Rua Princesa Isabel, n° 1776, próximo à Academia Meta e ao espaço Solar dos Evangelistas, no Centro de Fortaleza. A casa já recebeu outras apresentações e possui até página no Facebook: www.facebook.com/iledandara

O Projeto Achados & Perdidos agradece a todas as pessoas que inscreveram suas residências e comunica que em breve poderemos entrar em contato para novas ações. Logo mais colocaremos aqui no blog um novo post informando sobre o horário das ações na casa Ilê Dandara.

Keka, Danilo, Edivaldo e Andrei.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Teatro no quarto, quintal, na varanda ou sala de estar (Jornal Diário do Nordeste)

Cenas de Achados e Perdidos:
dos palcos para residências,
em nova relação com o público
Frente à falta de espaços para apresentar projeto, grupo de artistas abre "edital" para selecionar residências

Na falta de alternativas, o punk há muito já disse: faça você mesmo. Parece ter sido essa a inspiração dos artistas Andrei Bessa, Danilo Castro, Edivaldo Batista e Keka Abrantes, graduados no curso de Artes Cênicas do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE) e idealizadores do projeto Achados e Perdidos, para sua nova ação: o "edital" Seu Lar é um Centro Cultural.

A proposta é levar uma continuação do projeto às casas de pessoas interessadas - mais especificamente, videoperformances e cenas não utilizadas na obra cênica Achados e Perdidos, que cumpriu temporada em junho deste ano no Teatro Universitário Paschoal Carlos Magno. O trabalho gira em torno das memórias de pessoas comuns. Nada de celebridades, super-heróis, grandes intelectuais, cientistas ou escritores, mas lembranças e relatos que constroem a minha, a sua ou a vida do vizinho. A ideia surgiu a partir de uma conversa entre os artistas sobre histórias de infância, da juventude, fatos de família e os dilemas deles derivados - alegres ou tristes, simples ou delicadas. A obra segue um roteiro prévio que conduz a ação no palco, mas não há texto e marcações determinados. Assim, Achados e Perdidos baseia-se muito na improvisação e construção ao vivo, em um processo contínuo de criação. Os ingressos eram reservados com antecedência por e-mail. Aos espectadores, era pedido que trouxessem um objeto associado à alguma lembrança.

PolíticoNesse formato, Achados e Perdidos poderia facilmente ser adaptado para espaços alternativos além do palco em um teatro. Mas o grupo decidiu transformar a busca em uma ação política, "diante do descaso do poder público com a cultura, sobretudo com a escassez dos espaços públicos para apresentações", segundo texto do edital.

"Fortaleza enfrenta um problema sério com seus principais palcos em reforma ao mesmo tempo", critica Andrei Bessa, um dos integrantes do grupo. Atualmente, os cinemas e o teatro do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura encontram-se em reforma. O TJA está na fase final de implantação de seu projeto de acessibilidade, mas em breve deve ser fechado para uma grande reforma. O mesmo está previsto para o Centro Cultural Bom Jardim.

"Todos entraram em obras ao mesmo tempo, em um momento em que a cidade nunca teve tanta produção, tantos espetáculos a serem divididos com os espectadores. Poderíamos apresentar (Achados e Perdidos) em outros lugares, mas encaramos isso mais como uma discussão política", resume Bessa.

Um outro debate suscitado pelo edital e destacado pelo ator é legitimação da arte. "Quais são os espaços efetivados para se fazer arte? Por que apenas no TJA ou no CCBNB é arte? Por que ela não pode estar em outros espaços? Então é um questionamento de mão dupla", observa.

O edital já chamou atenção de algumas pessoas no Facebook, onde o projeto mantém uma página, inclusive de interessados que não moram na Capital. Para Bessa, a proposta de usar residências particulares vai ao encontro do tema da memória, como se o participante não emprestasse mais apenas um objeto, mas toda sua casa. "Com isso, levamos nossa pesquisa a outro patamar", frisa.

O prazo para participar encerra-se hoje. Interessados em receber o trabalho devem enviar pelo Facebook ou por e-mail (achadoseperdidos.projeto@gmail.com) uma descrição da sua casa, com endereço, explicitando os espaços que julgam mais viáveis para as cenas acontecerem - preferencialmente com medidas e imagens.

As vivências devem acontecer nos dias 26 e 28 de julho, à noite (o candidato deve informar em qual data tem disponibilidade). O grupo promete entrar em contato com os selecionados até amanhã, para marcar uma visita prévia. Depois disso, resta convidar amigos e vizinhos. Bessa ressalta que não se trata de uma obra cênica, mas desdobramentos e cenas avulsas elaboradas ao longo do processo de criação, que não fizeram parte do resultado final levado ao público em junho passado. Assim como em outras ocasiões, as apresentações serão filmadas.

ADRIANA MARTINS
REPÓRTER 

Fonte: Caderno 3 - Diário do Nordeste - 22.07.2013

terça-feira, 16 de julho de 2013

Projeto Achados & Perdidos Por Aí



EDITAL PÚBLICO - SEU LAR É UM CENTRO CULTURAL

Diante do descaso do poder público com a cultura, sobretudo com a escassez dos espaços públicos para apresentações, o Projeto Achados & Perdidos lança este edital.

Assim, aproveitamos nossos tensionamentos estéticos/temáticos e convidamos as pessoas de Fortaleza para dividir memórias em suas próprias casas. A primeira edição do "Projeto Achados & Perdidos Por Aí" contará com desdobramentos de cenas e vídeos que não entraram na nossa primeira temporada. Segue como você deve proceder:

1. Envie pelo Facebook ou pelo e-mail: achadoseperdidos.projeto@gmail.com até o dia 22/07 uma descrição da sua casa, com endereço, explicitando os espaços que você acha mais viável para acontecerem nossas cenas - pode ser uma sala, uma varanda, um quintal ou um quarto mais desocupado.
(Se puder, nos envie medidas ou fotos desses espaços - serve foto de celular)

2. As vivências poderão acontecer nos dias 26 e 28 de julho no período da noite - informe também as datas disponíveis.

3. Entraremos em contato até o dia 23/07 informando se conseguiremos fazer essa vivência e marcando uma visita prévia de nossa equipe para conhecer melhor o espaço.

4. Aí, é convidar os amigos e vizinhos para esse momento especial.

De antemão, o Projeto Achados & Perdidos informa que essas apresentações são apenas experiências para um projeto que deverá ganhar outras edições ainda em 2013 - assim, se por ventura sua casa não puder ser ocupada por nós nessas datas, fique atento que poderemos ter outras oportunidades.

Ajude-nos a divulgar essa ação.

Vamos inventar novos lugares para se fazer arte em nossa cidade!

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Uma temporada perdida no tempo

Foto de Levy Mota
Fim da primeira temporada da nossa obra cênica: Teve gente que chorou compulsivamente, gente com vontade de vomitar, gente dando gargalhada, gente que invadiu uma das cenas e interrompeu o espetáculo, gente que nos julgou de anti-éticos, anti-teatrais e inocentes, gente que nos enviou depoimentos calorosos, emocionados (outros nem tanto), gente que nos agradeceu, gente que nos odiou a partir dali, gente que ficou atônita, que não soube o que dizer. Nós também estamos aprendendo com tudo isso. Como disse hoje Gyl Giffony: "teatro não é evento, é experiência". Obrigado a todos que compartilharam essa experiência conosco. O Projeto Achados & Perdidos continua com suas performances, intervenções, instalações e obra cênica. Em breve, novas apresentações. Foi Lindo ver a plateia no nosso encerramento, a maior bilheteria que já tivemos. Nosso público da despedida também renunciou à final da copa viver tudo isso. Essa foi nossa forma de protestar. 

Danilo.